Olá, sou a Catarina e tenho 16 anos, estou na Alemanha há cinco meses e tem sido uma experiência óptima, conheci um monte de pessoas novas e tenho uma familia fantástica. Desde que cá estou aprendi a ser mais responsável e a viver com pessoas que não conheço de lado nenhum, mudei de hábitos, e cresci como pessoa. Apesar de estar no mesmo continente, e não muito longe de casa, estou num mundo completamente diferente, não é só em termos de língua, mas nos costumes e na sociedade. Estou a adorar a minha experiência porque estou a conhecer o mundo, e estou também a conhecer-me a mim mesma melhor. Muitas pessoas dizem que vai ser difícil, as saudades, os medos, tudo, mas nem é muito, os primeiros cinco meses estamos ainda como que 'num novo' mundo, e não sentimos saudades, porque nem temos tempo para ter saudades, e agora que já se está a meio, já vemos que em cinco meses estamos de volta, e como o tempo passa a voar não vai haver tempo para ter saudades. Em relação aos medos, tem que se vir com uma mente aberta e pronta a novas experiências, não podemos recusar fazer algo porque isso pode-nos privar de uma experiência única. É uma experiência óptima, com que muitos sonham há imenso tempo.
Catarina Amaral; estudante AFS 2011/2012, Alemanha
É difícil falar de algo tão grande como é este ano. A princípio criei um blogue e fui escrevendo. Depois, era ler o que tinha escrito uma semana antes e já tudo diferente, a fotografia tão maior.
A Noruega é um país cinquenta anos à frente do meu. O meu conselho para todos os que estão a ler isto é que se aventurem numa experiência destas que é altamente recompensadora. Portugal é muito pequenino. Saiam daí e vão ver como é noutro lugar. Aqueles que estiverem interessados na Noruega em particular, peçam à AFS o meu contacto. Disponham, eu tenho imenso gosto em contar-vos como é isto aqui e, se vos ajudar a decidir vir para aqui, para outro lado qualquer ou a ficar, será sempre com imenso gosto.
Afonso Borges; estudante AFS 2011/2012, Noruega
Estou na Noruega acerca de 6 meses. Ainda não descobri as palavras certas para descrever esta aventura. Só sei que não quero que este ano acabe. Tem sido o maior desafio da minha vida, quer a nível escolar, familiar e acima de tudo pessoal. É incrível como num ano pode mudar tanta coisa e mais incrível ainda é termos a certeza e sentirmos com todas as partes do nosso corpo que este É o melhor ano das nossas vidas.
Este ano tem de tudo. Tem dias menos bons, mas mais do que isso, tem dias impossíveis de esquecer de tão bons que foram. Tem sido um ano cheio de surpresas. A língua, os novos amigos, a nova família, os novos hábitos, um sistema de educação completamente diferente, uma cidade nova, uma nova forma de expressão e de mostrar as coisas, os amigos internacionais, o orgulho em ser Portuguesa… faz tudo parte. Há diferenças enormes e também há muitas diferenças muito pequeninas que só nos apercebemos com o tempo e que no final são aquelas que tem um significado maior porque nos apanham completamente despercebidos. Outra das coisas que toma proporções gigantes é a forma como encaramos o que se passa a nossa volta. De repente deixei de ver o Mundo como um lugar demasiado grande, para passar a ser um sítio cheio de oportunidades. Deixam de existir barreiras intransponíveis, só existem DESAFIOS!
Rita Saias; estudante AFS 2011/2012, Noruega

Desde que cheguei à Holanda tudo tem sido uma aventura.
Mudar de hábitos (como ter de levantar às seis da manhã para ir buscar leite à leitaria) e de mentalidade, nem sempre é fácil, e viver com pessoas completamente diferentes de ti também não. Há que compreender que às vezes nem tudo corre bem e que por razões que não dependem de ti, o percurso às vezes pode ficar atribulado.
Mas nem tudo é feito de sentimentalismos profundos. Já viajei muito, já vi quase metade da Europa desde que estou aqui, já fiz muitos amigos, já vi coisas que sei que só vou puder ver uma vez na vida, já passei por situações hilariantes e já estou quase fluente na língua. Viver debaixo do mesmo tecto de pessoas de nacionalidades diferentes, escrever cartas, sentir saudades e orgulho cada vez que alguém fala no teu país, faz tudo parte da experiência.
Acaba por ser algo maravilhoso, sabes? E o tempo passa tão rápido. É incrível como algo nos muda tão rapidamente.
Joana Cavaco; estudante AFS 2011/2012, Holanda
No ano lectivo de 1983-1984 vivi em Charlottesville, no estado da Virginia e fiz o 12º ano na Albermarle High School. Viajei com os outros estudantes Portugueses. Concentrámo-nos em S. Martinho do Porto, de onde viajámos em autocarro para Madrid. Voámos para Nova Iorque, onde ficámos quatro dias num campus universitário. Viajei de autocarro para Bethesda, perto de Washington, D.C., onde me esperava a familia, com quem finalmente segui para Charlottesville.
Encontrei várias diferenças culturais entre Portugal e os EUA. Uma das mais positivas e que mais me marcou foi a forma espantosa como o país preserva a sua curta história. Todos os locais que marcaram a história dos EUA são mantidos e apresentados de maneira exemplar, a todos os níveis.
A experiência AFS Influenciou enormemente a minha visão do Mundo. Passei a sentir que o Mundo era na verdade uma grande aldeia, onde cada um pode, de facto, fazer uma pequena diferença. E que os povos não são melhores ou piores, mas diferentes. A minha experiência AFS permitiu-me de facto viver a aceitação das diferenças e perceber que as relações interpessoais e interculturais são um princípio fundamental para o nosso crescimento enquanto cidadãos dum mundo cada vez mais pequeno. Por outro lado, as minhas competências pessoais também foram claramente influenciadas, nomeadamente a auto-confiança e a capacidade de adaptação a situações adversas.
Licenciei-me em Relações Internacionais em 1990. Depois de cerca de seis meses na Cargill Portugal, ingressei na Direcção Internacional do Banco Totta & Açores, onde trabalhei até finais de 1995. Em 1996 iniciei funções no Banco Santander de Negócios Portugal, onde fui desenvolver a área de Custódia Institucional e onde desempenhei funções comerciais, com responsabilidades na captação e gestão de clientes institucionais residentes e não-residentes. Entre Maio de 2006 e Agosto de 2008 vivi em Madrid, onde dei continuidade às minhas funções comerciais junto de clientes Europeus, no Banco Santander. Em Setembro de 2008 ingressei na Clearstream Banking - uma central de valores internacional - como responsável da equipe de Marketing & Sales Support, tendo vivido cerca de dois anos no Luxemburgo. Finalmente, em Dezembro de 2010, voltei a Madrid, onde ingressei no Bank of New York Mellon, como Network Manager, responsável pelo relacionamento da instituição com alguns bancos em Portugal, Espanha e Turquia.
Mantenho contacto regular (email e Facebook) com a família de acolhimento, a qual já visitei por duas vezes, em 2000 e 2005. Por outro lado, mantenho contacto também com os outros dois estudantes AFS da escola, um deles argentino ( que me visitou já em Portugal), o outro belga. Este também me visitou em Portugal e pude revê-lo igualmente na Bélgica por diversas vezes. Esporadicamente contacto com outros ex-colegas americanos da nossa escola e alguns outros estrangeiros que viveram na Virginia em 83-84 e com os quais fizémos a "bus trip" de seis dias, antes do regresso aos nossos países de origem.
Hugo Rocha; estudante AFS 1983/1984, EUA
A primeira coisa em que pensei quando escolhi os EUA como o meu país de acolhimento foi do género, “lindo, aposto que vou parar a uma familia toda moderna no meio de New York e praia a 30 minutos de minha casa”. Pois bem, esta ilusão manteve-se até eu receber um telefonema da AFS a dizer que me colocaram num estado que nunca tinha ouvido falar, no meio do campo. E mais! Ainda me disseram que a minha família tinha vacas, cabras, cães e gatos e que a minha escola inteira, desde o 5º ao 12º, tinha cerca de 300 alunos. Foi um choque para mim, não estava nada à espera.
Cheguei a Caddo, a minha futura pequena vila no meio do nada, em Agosto de 2010. Foi um choque cultural para mim. Sempre fui uma menina de cidade, habituada a ter tudo o que preciso a 5 minutos de casa. Tive que me habituar a uma nova realidade. Esta pequena vila no meio de tantas árvores com apenas um restaurante de fast food e duas bombas de gasolina, era agora a minha nova casa.
No primeiro dia de escola todos vieram falar comigo e fazerem-me perguntas sobre mim e o meu país. Senti-me bem-vinda àquela terrinha tão pequena, as pessoas foram impecáveis comigo! Criei, gradualmente, laços com pessoas fantásticas que dizem que irão a Portugal só para me verem.
A minha família de acolhimento? Não podia ser melhor. São pessoas de uma pureza e simplicidade que na cidade é muito raro de encontrar. É claro que tivemos os nossos altos e baixos, mas sempre resolvemos os nossos problemas conversando calmamente. A aproximação à família não é imediata, como é óbvio. Temos que dar tempo ao tempo e deixar as coisas fluírem naturalmente. Lentamente, criei laços muito muito fortes com cada membro da família. É impressionante como no fim do ano nos apercebemos que arranjámos uma segunda família para a vida.
Enquanto estava nos EUA, recebi a pior noticia que algum dia poderia ter recebido: o meu avô morreu. Éramos muito chegados e tive muito em baixo durante semanas, perdida e sem saber o que fazer. A minha família de acolhimento apoiou-me ao máximo e penso que isso ajudou a sarar parte do buraco vazio dentro de mim. O meu avô de acolhimento um dia disse-me, “Rita, soube da tua perda. Lamento muito. Sei que será impossível substituir o teu avô, mas quero que saibas que estou disposto a ser um novo avô para ti e que podes contar comigo tanto como contaste com ele. Sinto-te como uma neta minha. Apesar de não sermos família de sangue, seremos sempre de alma.” Estas palavras foram como magia em mim.
Sabem que mais? Não vou dizer que esta experiência é fácil, porque não é. Houve pessoas a desistirem e outras a dois passos de desistir. Existem momentos óptimos e momentos péssimos, mas temos de aprender a lidar com eles por nós próprios e sem ajuda de ninguém. Aos poucos, tornamos-nos pessoas independentes, e acreditem que é um grande empurrão para a nossa vida futura. É preciso querer mesmo fazer isto e ter a força de vontade para o fazer. Mas digo-vos uma coisa… Se eu não tivesse feito esta experiência, nunca seria metade do que sou hoje. A AFS fez-me não só crescer como pessoa, mas também abriu-me portas para a descoberta de um mundo totalmente diferente e novo, que eu antes desconhecia.
Be the change you want to see in the world.
Be an exchange student.”
Rita Pinto; estudante AFS 2010/2011, EUA
Um ano completo!
Neste ficheiro podes descobrir as aventuras da Renata na Alemanha. É um registo completo do que foi fazendo, sentindo e aprendendo ao longo da sua experiência AFS.
Um ano AFS
Renata Sousa; estudante AFS 2009/2010, Alemanha
Escolhi vir para o Japão, pois era o pais que me parecia mais interessante e mais diferente, e realmente não estava enganada.
Tudo é diferente no Japão: a cultura, os hábitos, as pessoas, a mentalidade, a língua…
O maior desafio de todos foi sem dúvida a língua japonesa. Vim para o Japão sem saber falar japonês, à excepção de algumas palavras, e comunicar nos primeiros tempos foi um grande desafio: como eu não sabia japonês e os japoneses normalmente não sabem falar inglês, falar com alguém revelou-se uma “missão-quase-impossível”.
Não foi fácil estudar japonês sozinha, uma vez que a gramática, a escrita e a sonoridade das palavras são bem diferentes do português. Mas esforcei-me e hoje consigo falar japonês.
Quanto à minha família de acolhimento, eles são fantásticos e sempre me ajudaram muito. Os nossos momentos juntos são sempre muito bem passados e hoje sinto-me como se pertencesse mesmo à família.
Nos primeiros tempos com eles, houve muita linguagem corporal e muita consulta ao dicionário. Na altura foi um pouco desesperante, mas hoje olhamos para trás e rimo-nos dos “velhos tempos”.
A minha vida quotidiana mudou completamente no Japão: comer com pauzinhos, tirar os sapatos ao entrar, sentar mais vezes no chão do que em cadeiras ou sofás, andar constantemente de comboio, comer arroz e beber chá todos os dias… A lista é infindável!!
Ir para a escola também foi diferente: usar uniforme, levar sempre o almoço para a escola (que é sem dúvida a coisa que eu menos gosto, pois a comida à hora de almoço está fria e sem piada nenhuma), ter aulas todos os dias de manhã e de tarde…
Fiz e vi coisas que já mais poderia ter feito ou visto em outro lugar. Todos os festivais, todas as cerimónias, todos os sítios…
Não há palavras para descrever tudo o que vivi.
Esta experiência no Japão é sem dúvida uma experiência que me mudou e me está a mudar muito e que irei sempre recordar como o melhor ano da minha vida.
Não me arrependo nada da escolha que fiz, “de deixar tudo e todos”, e vir para este pais TÃO diferente de Portugal, apesar de nem sempre ter sido fácil. Mas tudo o que aprendi e vivi compensa tudo!! (.) V
Daniela Silva; estudante AFS 2008/2009, Japão