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Histórias

Alguns testemunhos de estudantes AFS e das suas famílias.

Afs-line

Um ano completo

Neste ficheiro podes descobrir as aventuras da Renata na Alemanha. É um registo completo do que foi fazendo, sentindo e aprendendo ao longo da sua experiência AFS.

Um ano AFS

Renata Sousa Estudante AFS - Alemanha 2009/2010

Na recta final

“Nove meses passaram e já estamos em Maio! Uns voltaram para Portugal, outros ficaram. Mas todos tivemos a iniciativa de trazer Portugal ao Mundo e de querer aprender sobre o que há fora do nosso pais. Lembro-me quando nos disseram numa das orientações que nós AFS’ers não somos especiais, simplesmente tomámos a iniciativa de entrar nesta life changing experience.

Eu não posso ter tido mais sorte com a minha experiencia até agora. Tudo começou com a minha família de acolhimento. Troquei emails com a minha mãe americana antes de vir, o que foi muito importante para a minha primeira impressão. E desde o dia que cheguei de autocarro ao estado do Ohio e que recebi um enorme abraço de toda a minha família que soube que tinha sido colocado na família mais adequada para mim. Desde esse dia que criei uma óptima relação com todos sentindo o suporte e o apoio de uma verdadeira família. Provavelmente considero isto, a base do sucesso da minha experiencia AFS. Outro aspecto como por exemplo me juntar a diferentes desportos ajudou me a começar a fazer amigos logo em Agosto quando cheguei e para além de me manter ocupado a seguir as aulas, foi praticando desporto que fiz os meus melhores amigos durante este ano.

São incontáveis as coisas que se aprendem, os pensamentos que se têm e as ideias que se ganham. Aprendi a valorizar as coisas que parecem insignificantes mas que quando estamos longe temos saudades. Passei a valorizar Portugal e especialmente Lisboa. Aprendi sobre culturas de pelo menos 20 países, para além de uma exaustiva aprendizagem sobre a cultura americana. Aprendi a ser mais independente. Aprendi a integrar-me numa família e numa comunidade e a começar uma vida do zero num sítio totalmente novo. Aprendi a falar em público numa língua estrangeira e sem nervos. Aprendi sobre o Mundo. E essencialmente aprendi muito sobre mim próprio!

Uma das coisas que mais me ajudou e que mais valorizei foi a ajuda dada e tudo o que os voluntários da AFS nos ensinaram nos campos de orientação antes da nossa partida. Todas as situações e exemplos de que nos falaram e que na altura podiam não fazer tanto sentido, tornam-se essenciais no nosso dia-a-dia no pais de acolhimento.

Apesar de sempre se ter saudades de amigos, família e país, para mim são saudades que não custam. O facto de me ter mantido ocupado, activo e interessado na vida aqui nos Estados Unidos ajudou-me a passar este ano sem problemas e sem ter vontade de voltar para Portugal. Agora falta menos de um mês para voltarmos e custa acreditar que o ano AFS praticamente passou. Futuros AFS’ers preparem-se porque o conceito de tempo num ano AFS não e o mesmo que num ano normal. Chegamos aqui em Agosto e quando damos por nos já estamos em Maio.

Lembr- me de a AFS nos ter dito para não termos expectativas altas antes da partida para o pais de acolhimento. Eu, e no meu caso, tenho que discordar porque sempre tive expectativas altas, e o melhor de tudo e que nada ficou aquém dessas expectativas. Tanto tudo o que queria mesmo fazer, ou mesmo o mais inesperado aconteceu. Portanto não há que ter receio ou hesitar em ter altas expectativas porque muitas delas possivelmente serão atingidas.

Apesar de ser difícil deixar o país em Agosto e ficar longe da família e amigos por um ano, o ano AFS muda-nos a vida. Uma vez que se entre no programa, nunca mais se sai o mesmo! Seja bom, ou seja mau, aprende-se sempre muito e ganha-se sempre qualquer coisa. Aconselho a experiência AFS a todos, pois a maneira que pensamos sobre nos próprios e sobre o Mundo nunca mais será a mesma.”

Gonçalo Miranda Estudante AFS - Estados Unidos 2008/2009

Uma experiência nipónica

“Escolhi vir para o Japão, pois era o pais que me parecia mais interessante e mais diferente, e realmente não estava enganada.
Tudo é diferente no Japão: a cultura, os hábitos, as pessoas, a mentalidade, a língua…

O maior desafio de todos foi sem dúvida a língua japonesa. Vim para o Japão sem saber falar japonês, à excepção de algumas palavras, e comunicar nos primeiros tempos foi um grande desafio: como eu não sabia japonês e os japoneses normalmente não sabem falar inglês, falar com alguém revelou-se uma “missão-quase-impossível”.

Não foi fácil estudar japonês sozinha, uma vez que a gramática, a escrita e a sonoridade das palavras são bem diferentes do português. Mas esforcei-me e hoje consigo falar japonês.

Quanto à minha família de acolhimento, eles são fantásticos e sempre me ajudaram muito. Os nossos momentos juntos são sempre muito bem passados e hoje sinto-me como se pertencesse mesmo à família.

Nos primeiros tempos com eles, houve muita linguagem corporal e muita consulta ao dicionário. Na altura foi um pouco desesperante, mas hoje olhamos para trás e rimo-nos dos “velhos tempos”.

A minha vida quotidiana mudou completamente no Japão: comer com pauzinhos, tirar os sapatos ao entrar, sentar mais vezes no chão do que em cadeiras ou sofás, andar constantemente de comboio, comer arroz e beber chá todos os dias… A lista é infindável!!

Ir para a escola também foi diferente: usar uniforme, levar sempre o almoço para a escola (que é sem dúvida a coisa que eu menos gosto, pois a comida à hora de almoço está fria e sem piada nenhuma), ter aulas todos os dias de manhã e de tarde…

Fiz e vi coisas que já mais poderia ter feito ou visto em outro lugar. Todos os festivais, todas as cerimónias, todos os sítios…
Não há palavras para descrever tudo o que vivi.
Esta experiência no Japão é sem dúvida uma experiência que me mudou e me está a mudar muito e que irei sempre recordar como o melhor ano da minha vida.

Não me arrependo nada da escolha que fiz, “de deixar tudo e todos”, e vir para este pais TÃO diferente de Portugal, apesar de nem sempre ter sido fácil. Mas tudo o que aprendi e vivi compensa tudo!! (.) V”

Daniela Silva Estudante AFS - Japão 2008-2009

Numa ilha desconhecida

“Já passaram quase 8 meses desde que cheguei aqui a esta ilha quase desconhecida de meio mundo, situada no norte da Holanda. As minhas pernas tremiam, os olhos estavam cheios de lágrimas e não encontrava nenhuma razão para ter tomado a decisão de vir um ano em intercâmbio para Texel. As saudades pareciam incontroláveis tal como os soluços constantes e as mãos trémulas. Aquela família de acolhimento que me tinha recebido tão calorosa e docemente parecia irritantemente bem disposta e eu só queria, porque poucos momentos, fechar os olhos e dormir profundamente.

A escola começou, as pessoas curiosas e interessadas aproximavam-se, perguntavam, queriam saber tudo, como, quando e porque e que eu ali estava. Sentia-me contente por não ser ignorada ou excluída mas sim por haver interesse em relação a mim. Nos primeiros meses comecei a sair com algumas raparigas da minha turma, elas mostraram-me tudo da vida de Texel, ajudaram-me quando eu não me sentia tão bem e tornaram-se fácil e rapidamente minhas amigas.

Tenho uma família de acolhimento especial e vivo a 16km da minha escola o que implica ir de bicicleta ou de autocarro. A maioria dos meus amigos vive longe de minha casa o que também não me agrada nada e é das coisas que menos gosto, desde do inicio: o facto de viver longe do “centro”. A minha família é constituída pelos meus pais de acolhimento que tem 4 filhos adoptados do Suriname, Indonésia e Sri Lanka (todos eles de pele escura). As minhas irmãs mais velhas e o meu único irmão já não vivem em casa apesar de virem com frequência a Texel. A única que ainda vive comigo é a irmã mais nova que tem 16 anos mas que tem alguns problemas a nível da fala e ao nível cerebral. Como devem calcular não foi fácil adaptar-me a esta situação porque ela requer muita atenção e cuidados, à qual eu tive que me habituar e aprender a lidar. Hoje em dia não imagino a minha experiencia AFS sem ela, tornou-se mesmo indispensável por estar sempre do meu lado a acarinhar-me quando preciso.

A língua foi também um grande obstáculo porque, apesar de os holandeses falarem bastante bem inglês, não foi fácil conseguir adaptar-me à escola, às disciplinas, ao modo de ensino (que por sinal é bastante bom).

Claro que nem tudo é um mar de rosas e como é óbvio passei alturas muito difíceis em que tive vontade de desistir, de mudar de família, de voltar para casa… mas como em tudo na vida temos que lutar, fazer vencer os nosso objectivos e no fim encará-los com orgulho em nós próprios. Foi o que eu fiz e continuo a fazer… Neste momento sinto-me no melhor momento do ano em que tudo me corre bem, sinto-me adaptada, tenho amigos, pessoas que se preocupam comigo e que me ajudam quando eu preciso, falo bem e percebo holandês, sinto-me quase em casa!...

As saudades não desapareceram e continuam a aumentar constantemente mas consegui criar e dar valor a outras coisas que de certo modo atenuam este sentimento.

No geral e com todas as coisas boas e más, óptimas e péssimas, aconselho a qualquer pessoa que tenha vontade de ser um pouco mais independente, ganhar responsabilidade, aprender novas culturas, aprender como se safar sozinho num pais completamente diferente e desconhecido, a fazer um ano de intercâmbio.
Faltam 3 meses para voltar para casa e hoje digo com todas as letras que foi das MELHORES ESCOLHAS QUE FIZ NA MINHA VIDA!”

Rita Magalhães Estudante AFS - Holanda 2008-2009

Notícias frescas dos EUA!

“Já fez dois meses que cá estou! O tempo passa depressa e nem quero imaginar como mais depressa vai passar quando 2009 começar! Tem sido uma experiência fantástica: a minha família é, realmente, fora do vulgar. Tive imensa sorte, não os trocava por nada!

Bem, confesso que às vezes trocava isto tudo por um caldo verde ou uma feijoada mas são momentos que duram pouco tempo!

A minha escola é fantástica e já tenho amigos, algo que me preocupava por ser muito tímida!

Por agora vou contar algumas das coisas que já fiz cá: já fui à casa do lago da minha família, já fui às compras com as raparigas para dois bailes da escola (é o maior escândalo como estes americanos dançam lol), já dancei Country, já fui a Iowa City ver um jogo de college football, Homecoming e homecoming week (que foi divertidíssimo), encontros do clube AFS da minha cidade (ou seja só com americanos), encontros AFS com os europeus, asiáticos, sul americanos, africanos, ficar um fim de semana noutra família de acolhimento num sitio totalmente diferente, numa família super diferente (todas estas diferenças fazem-nos ver o mundo com outros olhos e em vez de o criticar, apenas a juntarmo-nos a ele), ir a todos os jogos de football e volley da escola (perdemos t-o-d-o-s), trabalhar numa concessão durante um dos jogos e tentar orientar-me com dinheiro americano!, clube de arte, fazer a capa do yearbook (escolheram me para isso!! acreditam?? fiquei excitadíssima!), juntar-me à equipa do yearbook também, participar em duas PARADAS e ter que me sentar num carro com um vestido comprido e acenar à cidade inteira, senior pictures (423 fotografias!!), descobrir que a minha mãe de acolhimento é da família do Obama (lá muito para trás) da parte da mãe dele (foi o choque!), estar a contar ansiosamente os dias (8 dias!!) para ir a Kansas City para ver o musical do Rei Leão!, ter-me encontrado com o Nuno (o que está em Kansas City) em Omaha, Nebraska, planear a minha viagem a Colorado (para ski) e Washington D.C. com a minha família, ir à festa de 90 anos da avô da minha mãe e conhecer a família dela, pôr os americanos a amarem PORTUGAL!

Enfim, acho que vocês compreendem :) uma pessoa quer contar tudo o que se tem passado, tudo o que mudou nas nossas vidas de repente e nos vai acompanhar sempre, etc…!

Grande beijinho para todos!
Morro de saudades de Portugal!”
Carolina Branco Estudante AFS - EUA 2008-2009

Uma experiência em Itália
“Agora (Julho de 2008) que voltei à minha segunda casa, este pequeno pedaço de terra no meio de águas calmas e cristalinas que se aproxima todos os dias um bocadinho da placa tectónica africana, agora que voltei posso analisar e concluir o meu ano AFS. Apesar de acreditar que vou passar o resto da minha vida a analisá-lo e a concluir coisas novas todos os dias.
No outro dia o meu pai italiano chamou-me para ir ajudá-lo a preparar os tomates para fazer molho de tomate para o ano inteiro… sim para o ano inteiro! Milhões e milhões de litros de delicioso, suculento extraordinário “sugo di pomodoro”. Eu peguei na minha máquina fotográfica e num ápice, fui!
Foi a partir daqui que me veio esta teoria que poderá ser um pouco forçada e estúpida mas pela qual eu tenho grande estima. E como se sabe que é melhor… “keep it stupid and simple”.
Há dois anos, antes de partir com a minha mochila e a minha mala de 24 quilos que quase não passava no check-in, eu era um tomate verde. Um belo, pequenino e verdinho tomate verde. Parti! Deixei os outros tomates parti! Vim para a terra onde os tomates apanham sol todo o ano e ficam vermelhos, vermelhinhos.
Quando cheguei e ao início destacava-me por ser pequeno e verde. O tempo foi passando e eu continuava pequeno e verde. Verde e pequeno. Apanhava sol como todos os outros, vivia como todos os outros, porque é que não ficava vermelho como todos os outros?
A resposta vem de dentro. De dentro mesmo! O tomate não é todo igual, eu era pois um Physalis philadelphica um tipo de tomate verde e pequeno. Todos diferentes todos iguais. Pensava que nada mudara mas, dentro tinha sofrido mutações que me mudariam para o resto da vida e que me fariam tornar num tomate do mundo.
Agora vou comer um pouco de pasta al sugo di pomodoro. Hmmmmm!
Ah sim! Força pessoal, que o tomate italiano esteja convosco!”
Diogo Rapazote Estudante AFS em Terrasini, Palermo – Itália 2006-2007

Uma experiência no Alaska

“Há cerca de um ano, lembro-me como se fosse ontem, uma amiga minha entrou na aula na minha Escola. Sentou-se ao meu lado e disse: “Imagina só, para o ano vou estudar para o estrangeiro”. Naquele momento disse-lhe que ela era doida e dei-lhe a minha opinião sobre todos os problemas e desvantagens que ela enfrentaria se escolhesse levar aquela ideia adiante. Na altura, não lhe enumerei nenhuma vantagem, pois estava certo de que as desvantagens eram muito mais significativas. Depois de defender a minha opinião, a minha amiga e muitas outras pessoas (incluindo a minha mãe…) mostraram-se prontas para me mostrarem todas as falhas no meu raciocínio. Durante vários dias muita gente que eu conhecia partilhou comigo diversas razões para fazer parte de uma experiência de intercâmbio que me beneficiaria para toda a vida.

No espaço de duas semanas, não uma, mas duas pessoas da minha turma decidiram deixar o nosso pequeno país e ir estudar para o estrangeiro. Agora nós, eu e a minha amiga, estamos num dos países mais controversos do mundo, os Estados Unidos da América. Ela, perto da “Big Apple”, no estado de Nova Iorque, e eu num sítio inacreditável e inesquecível ao qual geralmente chamo “O Fim do Mundo” e que fica realmente perto do Círculo Árctico. Felizmente vim para o estado do Alasca e agora, mesmo passando por um Inverno frio (tão frio como -25ºC), a minha aventura no Alasca continua dia após dia!

Após estar aqui há seis meses, posso afirmar que até agora o Alasca, e a minha aventura, têm sido fantásticos. Quando cheguei aqui estava completamente só, pronto para tudo e mais alguma coisa, e isto com um inglês muito limitado. Agora, quando olho para trás, tenho um dos melhores sentimentos que já alguma vez tive. Os primeiros dias foram estranhos (faz parte da experiência) mas depois de começar a conhecer gente nova (americanos e outros estudantes de intercâmbio de todo o mundo) o meu inglês começou a melhorar dia após dia. Cada dia aprendi mais sobre a minha nova família, nova casa, nova escola, novo clima, a cultura diferente, novas disciplinas, e todas as outras coisas novas para ver e fazer. Agora apenas desejo que o tempo passe suficientemente devagar para que eu possa fazer todas as coisas que quero realmente fazer antes de voltar.

Lembro-me do que as pessoas me diziam quando eu lhes disse que ia para o Alasca (até o que eu próprio me dizia quando estava confuso). Estávamos todos errados sobre o “maior e um dos mais ricos dos cinquenta estados”. Agora agradeço a Deus ter-me trazido para um sítio como este, um sítio onde eu certamente jamais teria vindo noutra altura da minha vida e agora um sítio que quero visitar nos anos vindouros. Cidades grandes são mais fáceis de visitar e podem encontrar-se mais perto de casa. Para o meu ano de intercâmbio, eu não rejeitaria ir para nenhum Estado, mas na minha opinião, ficar numa cidade realmente grande teria sido menos valioso e ter-me-ia provido menos aventuras do que ficar na “Terra do Sol da Meia-Noite”, onde puros espaços selvagens podem ser encontrados a menos de uma hora de qualquer cidade maior.

Recomendo uma aventura destas a qualquer pessoa que seja apaixonada pela vida e pelas pessoas. Embora envolva deixar o nosso país por algum tempo, eu garanto-vos que será uma das maiores experiências das vossas vidas. No fundo, não importa realmente para onde vão; se têm que estar sem a família e amigos, ou se não dominam a nova língua, a aventura guiar-vos-á até onde têm que ir. Façam como eu fiz, e não se preocupem. Chegarão à vossa nova vida e vão experienciar coisas antigas duma forma nova e coisas novas que nunca poderiam imaginar. “Nada é melhor, nada é pior, muitas coisas são diferentes…”, esta é a frase em que penso quando vejo coisas estranhas a acontecerem à minha volta, e fico feliz por saber que nunca mais serei a mesma pessoa que era antes de começar esta grande viagem.”

Miguel Oom Torres Estudante AFS em Anchorage, Alasca – EUA 2007-2008

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Vive o mundo com o AFS!

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