Precisamente há um ano atrás conheci este bela família com quem iria passar quase três meses. Fazíamos tudo em conjunto. A começar pelas conversas durante as refeições e a terminar a contemplar o mar, lembro os piqueniques, o conhecer novas pessoas, ir às compras e trazer um pão maravilhoso, celebrar o Natal e chorar no último minuto… estudar na Clara e comer “lanche misto”… dar beijinhos e amarmo-nos uns aos outros. Descobri que conheci a família de acolhimento mais maravilhosa do mundo, a qual já não chamo “de acolhimento”. Obrigada por me darem oportunidade de fazer parte da vossa vida. Amo-vos para sempre, muito obrigada, beijos.

Polly Reutova, estudante AFS 2015-2016
Programa AFS Rússia-Portugal



Olá a todos! Daqui fala uma AFSer 2008-09 da Tailândia. Esta é a minha família portuguesa! Já passaram 8 anos desde que nos conhecemos pela primeira vez e ainda não nos tínhamos encontrado desde então! Agora estou a estudar em Espanha e eles estavam cá de férias, por isso aproveitaram para me vir visitar a Madrid! Ainda me lembro quando o meu primo e os meus irmãos eram pequenos, especialmente o meu irmão mais novo, tinha 3 anos na altura. Lembro-me de andar a passear e a brincar com ele e até de ele me ensinar a falar português e de perceber o que eu dizia em Tai, quando eu estava ao telefone! Heheh! Agora ele está muito alto e ainda mais querido! Infelizmente não pude ver a minha irmã. E a minha mãe e o meu pai estão tranquilos e porreiros, como sempre! É incrível como o tempo voa e ainda temos lembranças tão claras! Isto é família, isto é a AFS! Obrigada por este pedaço incrível da minha vida!

SIRADA SUTOOKTIS, estudante AFS 2008-2009
Programa AFS Tailândia-Portugal



Bem! Estive a pensar muito naquilo que queria dizer ao fim desta experiência e percebi que não há palavras suficientes para mostrar quanto estou feliz! Sinto-me muito agradecida à minha família que me ajudou a realizar este sonho! Também me sinto agradecida às pessoas que conheci, por tudo aquilo que fizeram e aquelas que agora estão no meu coração! Os meus amigos, da AFS mas também portugueses, os escuteiros, o “Refood”, a minha equipa do vólei, a Nika (!!) e o mais importante: a minha fantástica família portuguesa, que sempre me ajudou, me ofereceu muitas experiências e demasiadas viagens por Portugal que nem um português faz. Todas as vezes que me deu amor e me fez sentir parte da família como filha, irmã e também neta.

E para concluir, não queria por uma fotografia que mostrasse a minha aventura acabada, queria mostrar quantos dias passei fora da minha casa e em quantos dias este país se tornou a minha segunda casa. A minha aventura não acabou mas começa agora mesmo. Porque tudo aquilo que aprendi aqui levo para casa e mostro a toda a gente! Mais uma vez obrigada a todos e que nunca se esqueçam da rapariga italiana com o sorriso nos lábios!

Arianna Valerioti, estudante AFS 2015/16
Programa AFS Itália-Portugal



Ao princípio nunca se sabe o que se vai fazer numa experiência tão forte como uma peregrinação. No meu caso foi mesmo assim. Da 1ª missa na praia até a celebração na capelinha, foi sempre uma descoberta.

Havia momentos em que precisava de andar sozinha e meditar sobre o caminho físico e espiritual. Mas havia também momentos em que tinha mesmo que cantar e falar com as outras pessoas, como a Renata e a Samanta, porque uma peregrinação serve também para criar comunidade.

Obviamente esta peregrinação não podia ser sempre fácil. Alguns momentos foram difíceis por causa das subidas, do calor ou da dor nos pés e por isso às vezes pensava que não ia aguentar e preferia parar. Mas nunca desisti e continuei sempre o meu caminho.

Uma das coisas que mais gostei desta peregrinação foi quando percebi o que significava ser “misericordioso como o Pai” que era o tema da peregrinação. Significa fazer pequenas coisas para ajudar os outros. Não importa quanto é grande a ajuda, o que é importante é quanto dás do teu coração.

Outra coisa que adorei foi o que um rapaz disse: nós somos como árvores que crescem muito devagar, folhinha por folhinha, mas no fim de tudo aquele crescer transforma-nos em árvores fortes, enormes e cheias de folhas. Eu pensei que esta frase descreve exactamente a nossa experiência durante este ano, porque nós fazemos pequenos passos para a frente, fazemos pequenas experiências para nos tornarmos adultos autónomos e cheios de aventuras difíceis mas sobretudo maravilhosas!

Não há palavras suficientes para explicar o quanto me sinto feliz por ter conhecido Fátima porque quando cheguei lá e vi e rezei a nossa senhora, o meu coração ficou tão cheio de paz e felicidade que ir-me embora foi muito difícil.
Sinto-me também muito agradecida para ter vindo cá em Portugal e ter visto tantas coisas e obviamente ter vivido esta fantástica peregrinação.

Arianna Valerioti, estudante AFS 2015/16
Programa AFS Itália-Portugal





Olá, sou a Renata e venho da Polónia.

Estou em Portugal já há quase um ano (desde Setembro) e nem posso imaginar que daqui a dois meses vou voltar para a Polónia.

O tempo passou rapidamente, ainda me lembro do primeiro dia na minha nova família, primeiro dia na nova escola, primeira semana em Portugal e os meses seguintes. E ainda continuo a pensar que tenho muito tempo para fazer tudo o que queria fazer no início mas sei que isso não é verdade.

Antes de vir para Portugal fiz uma lista das coisas que gostava de fazer e os sítios para visitar. Não posso dizer que já tinha feito tudo e também estou ciente que não vou conseguir fazer tudo.

Mas sendo uma estudante estrangeira deve-se ter sempre a consciência do tempo passar, sabe-se bem que não vamos ficar nesse país por tempo infinito e por isso temos que aproveitar cada minuto que nos é dado.

Mas o que torna o intercâmbio uma experiência tão única, são os momentos inesperados. As coisas que nunca terias provado se não mudasses a tua vida completamente e fosses viver para um país desconhecido.

Para mim uma destas coisas era uma peregrinação a Fátima! Na verdade, nunca na minha vida imaginava participar numa peregrinação e tenho a certeza que nunca ia participar numa vivendo na Polónia.

Posso comparar estes 3 dias de caminhada a Fátima à experiência AFS.  A verdade é, que no ínicio da peregrinação não conhecia muitas pessoas, a maioria delas vi a primeira vez na vida, mas depois de um bocado de tempo comecei a sentir-me tão confortável como na família. O sentimento de união entre todos os participantes, de amizade, de fé e de confiança fez me lembrar o primeiro campo AFS em Portugal .

Como os programas de intercâmbios, particularmente o programa AFS que têm por objetivo propagar a diversidade cultural e contribuir para a paz no mundo e melhor compreensão dos outros, também a religião une as pessoas. Ela faz-nos mais abertos ao mundo, mais fortes  e mais agradecidos por tudo que nos traz a vida.

Renata Czyżewska, estudante AFS 2015/16
Programa AFS Polónia-Portugal




Venho da Argentina e estou em Portugal desde Janeiro. E, sinceramente, acho que a minha vida mudou completamente desde então.

Num dia estava na Argentina com as minhas amigas, a conversar, a rir, a passar bons momentos. Estava em casa com os meus pais, a viver a mesma rotina de sempre, a ir para a escola e a encontrar os mesmos professores, colegas, a aprender as mesmas matérias e também a ter as mesmas discussões, com as mesmas pessoas.

No dia seguinte apanhei um avião e no espaço de 12 horas estava em Portugal, com uma nova vida.

Hoje tenho uma família com irmãos, um animal de estimação e até partilho o mesmo quarto com outro membro da família.

Mudei de escola. No início não conhecida ninguém e custa fazer novos amigos, mas neste momento tornaram-se pessoas muito importantes. Nos primeiros dias não conseguia compreender alguns assuntos; gostei de alguns professores e de outros nem tanto e como a escola é tão grande tinha de perguntar onde eram as salas de aula; para ir para a escola tenho de apanhar um comboio e na Argentina nunca precisei de ir de comboio.

Agora vivo em Setúbal, perto de Lisboa, e acho que o que mais gosto é da escola onde estou. Os meus colegas e professores são muito simpáticos comigo e ajudam-me muito. Também gosto muito da comida feita pelo meu pai de acolhimento. Aos fins-de-semana gosto de ir à praia, ver filmes e jogar jogos de tabuleiro com os meus irmãos. Por vezes também me encontro com outros estudantes de intercâmbio e passamos grandes momentos juntos.

Mas acredito que apesar de tudo isto ter mudado, o difícil é seguir em frente e mudar a nossa maneira de ser. Amadureces muito e aprendes a resolver problemas, torna-se mais fácil e empolgante arriscar, reflectir, expressar e comunicar. Acredito que participar num programa de intercâmbio é das experiências mais belas e difíceis do mundo!

Itxaro, estudante AFS 2015/16
Programa AFS Argentina-Portugal





Olá, sou a Laura, estou a fazer meu intercâmbio AFS em Portugal há 4 meses.

Nestes 4 meses estive em Lisboa, uma cidade que eu gosto imenso, conheci muitas pessoas e gostaria muito de continuar o meu intercâmbio nesta cidade.

Estou a estudar no 12º ano de Artes. A minha turma é muito acolhedora, são todos simpáticos, gosto das aulas. Antes não sabia desenhar muito bem, agora estou a conseguir fazer melhores desenhos, e em oficina de artes fazemos actividades muito engraçadas. Também tenho educação física, português e oficina de multimédia, todas têm os seus aspectos positivos! Os professores também são muito simpáticos! Fazemos muitas visitas de estudo a museus e é bom, porque vemos outros espaços e também partilhamos mais entre nós. Eu gosto muito do ambiente da escola!

Também tenho aulas de acrobacia aérea, numa escola que eu gosto imenso! Ali fiz os meus melhores amigos de Portugal! Vou duas vezes por semana e é muito fixe, estou a aprender muito: tecido, trapézio, lira e corda! Os professores são muito bons e todas as pessoas ali são maravilhosas. Estive à procura de aulas de dança também, queria começar a ir a uma academia de dança. Já fui uma vez e gostei muito, estava a ver se conseguia ir mais vezes.

Durante as tardes e aos fins-de-semana gosto muito de conhecer novos lugares; Lisboa tem muito que fazer e conhecer! Costumava ir passear com a minha Família de Acolhimento, ou com os meus amigos. Gosto muito de andar por Lisboa, olhar para lugares, tirar fotografias, ouvir música, de tudo!

Adorei estes meses em que partilhei a minha vida com muitas pessoas. Não gostaria de deixar Lisboa e estas experiências!

Laura, estudante AFS 2015/16
Programa AFS Chile-Portugal



Os meus três meses em Portugal

Olá, chamo-me Ilaria, a nova «italiana» do Colégio Valsassina, e pediram-me para escrever um resumo da minha experiência de intercâmbio em Portugal. Posso começar por dizer que, em apenas três meses, vivi a aventura da minha vida!

Quando cheguei a Portugal, não sabia quase nada sobra a cultura portuguesa mas tive a sorte de ser acolhida por uma das famílias melhores do mundo, que me fez aprender muitos aspetos da cultura deste país. Desde o primeiro momento, fui tratada como um membro dessa família e não há nada melhor para te fazer sentir bem quando entras em contacto com um ambiente totalmente desconhecido. Estes três meses foram como um grande choque com a cultura Portuguesa, a começar pela comida (que me fez engordar muito, porque é ótima) e a acabar estudando a História de Portugal e os autores que fazem parte dela. Fiquei completamente apaixonada por Lisboa, com as suas ruas estreitas, as suas casas coloridas, os azulejos, o perfume de limpo das roupas que as senhoras deixam fora da casa para secar nas ruas do bairro da Graça. Adoro os castelos, as infinitas paisagens verdes que eu vi da janela do carro, quando eu e a minha família fizemos viagens fora de Lisboa, as praias portuguesas. Amo e odeio tomar banho no oceano tão frio. Gosto também do sorriso dos portugueses e da hospitalidade deles. Eu adoro esta língua tão suave, que um dia espero aprender ainda melhor do que já aprendi até agora. Gosto muito do meu quotidiano aqui e deixar tudo isso, para mim, significa deixar um bocado da minha vida.

Participar num programa de intercâmbio significa sentir a conexão entre ti e os teus pais de acolhimento sempre a crescer, significa também aprender a cada dia onde encontrar mais coisas em casa, entrar em contato com a vida quotidiana de pessoas que nunca tinha visto antes, voltar para a casa depois de um dia intenso e ter festinhas de um cão que, a cada dia que passa, está sempre mais apaixonado por ti.

O programa de intercâmbio é também pessoas. Pessoas que olham para ti como se fosses um “alien”, pessoas que querem falar contigo, mas têm medo, pessoas que, pelo contrário, se aproximam de ti e não se arrependem. Pessoas que não tiveram paciência para te conhecer e pessoas que foram capazes de esperar e agora são amigos, amigos verdadeiros. Pessoas que esperam que fiques mais tempo, pessoas que não são muito simpáticas e aquelas pessoas que para brincar contigo falam mal do teu país na esperança que fiques ofendida.

O programa de intercâmbio faz-te descobrir quem tu realmente és, e todo o teu potencial que não encontraste antes na tua vida. Faz-te aprender que tu és uma pessoa que conhece a sensação de estar sozinha num mundo novo e completamente diferente, uma pessoa que é capaz de superar as dificuldades sem ninguém realmente conhecido e descobrir que podes realmente fazê-lo. Uma nova pessoa, mas não inteiramente. Aprendi durante estes três meses que se realmente quero conseguir realizar os meus objetivos tenho que desejar tudo com todas as minhas forças sem ter medo de nada, porque é só uma barreira que impede de alcançar tudo o que quero fazer.

O programa de intercâmbio é também pensar, pensar sobre tudo. É confrontar-se todos os dias com hábitos estranhos, comida estranha, língua estranha. Às vezes, os meus dias foram tão cansativos que adormeci no autocarro no caminho de volta da escola e fiquei perdida muitas vezes em Lisboa. Às vezes penso nos meus pais e nos meus amigos em Itália e como será voltar para a minha vida de antes. Penso também nos programas de fim-de-semana com a família e com quem tenho de almoçar depois da escola entre os meus novos amigos. Também penso em como é maravilhoso ouvir televisão e rádio numa outra língua, que com muita paciência cada dia aprendo mais.

O programa de intercâmbio é também os estudantes de intercâmbio. São rapazes e raparigas que estão a viver a mesma experiência que tu, e a sentir as mesmas emoções, são as pessoas que te entendem melhor. São aquelas pessoas que precisam de uma hora para se tornarem surpreendentemente amigos e todo o tempo do mundo para se separarem. Pessoas que não sabes se vais voltar a ver de novo na tua vida, mas a última coisa que queres fazer é ficar longe deles. Ser um “exchange student” significa fazer parte de uma grande família que inclui todas as culturas do mundo, mas sentir-se sempre em casa.

O programa de intercâmbio significa crescer, e perceber que o mundo é igual e que não importa onde tu estás. Esta experiência longe do teu país de origem faz-te perceber que finalmente tu és independente, não interessa a idade que tens, tu podes ficar onde queres em todas as partes do mundo porque tens capacidades para conseguir fazer isso.

O programa de intercâmbio, às vezes, pode ser frustrante, porque há coisas que não podes fazer, coisas que não entendes, coisas que queres dizer, mas não podes, por vezes, coisas que dizes, mas significam completamente o oposto do que querias dizer.

Apesar de tudo, estes não são três meses na minha vida, mas é uma vida em três meses. Esta experiência não foi nada parecida com o que eu esperava, mas era tudo o que eu queria que fosse. Eu nunca vou esquecer o tempo que passei aqui, esta experiência será sempre uma parte de mim que vai ficar na minha mente para a vida inteira.

O programa de intercâmbio é algo que é difícil de entender se nunca se passou por isso.

Tenho aprendido que na vida é necessário desfrutar todo o tempo à disposição porque esta é uma oportunidade que não acontece uma segunda vez.

Eu espero que ao ler estas palavras convença alguém a viajar e a deixar a vida de todos os dias para mudar o mundo, por muito pouco que seja.

Muito obrigada pela vossa atenção e acolhimento.

Beijinhos…

Ilaria Sorge
Estudante de Itália em Portugal (Lisboa)
Programa AFS 2015-2016



Estou aqui sozinho há cinco semanas, que mais parecem duas. Tudo acontece mais rápido, mas pensando bem eu estou na nova família há um mês. É difícil escrever esta pequena reflexão, com o caos que as diversas línguas causam na minha mente. É difícil, mas eu acredito que é assim para todos. As palavras que deixo para trás, palavras que antes estava habituado a escrever todos os dias. Eu não me esqueço das dores de cabeça que tenho quando termino a escola e o sentimento terrível de não exprimir perfeitamente algo numa língua que não é a minha. Mas também não me esqueço do primeiro dia com a minha nova família e do passeio de tuk-tuk com o tio Hugo pelas ruas de Lisboa. Sei que vou ter momentos fantásticos e momentos difíceis, mas sei que vou ter esta experiência no meu coração.

Vincenzo Gentile Polese
Estudante de Itália em Portugal (Mafra, Lisboa)
Programa AFS 2015-2016



A minha primeira semana em Portugal foi incrível. Conheci pessoas de todo o mundo e percebi que temos mais em comum do que pensávamos. Depois disso conheci a minha família de acolhimento. São a melhor família de acolhimento que eu poderia desejar. São muito simpáticos e acolhedores e eu estou-lhes muito agradecido. Estou ansioso por viver tudo do meu intercâmbio aqui em Portugal, incluindo o bom, o mau e as novas experiências. Portugal tem muito a oferecer e eu vou tentar aproveitar ao máximo!

José Montilla
Estudante da República Dominicana em Portugal (Maia, Porto)
Programa AFS 2015-2016



7 dias.
Uma semana.
Parece que foi ontem que soube que ia passar o meu ano em Portugal, longe do meu país, dos meus pais e dos meus amigos. Perdi todas as seguranças que tinha e fui imersa numa cultura diferente e numa família diferente. Felizmente fiquei numa família fantástica que me apoiou e ajudou nesta primeira semana e fiz muitos novos amigos na minha escola. Tenho também o grupo Italiano em Portugal com quem partilho as minhas emoções e primeira impressão. Espero que os melhores momentos sejam muitos mais que os momentos tristes, mas por agora quero saborear este momento e ter esperança num futuro bonito.

Altea Oricchio
Estudante de Itália em Portugal (Leiria)
Programa AFS 2015-2016



Esta primeira semana em Portugal parece um mês. Certamente que comi tanto como normalmente como num mês. As pessoas são extremamente amigáveis e a comida é incrível. Já estive em muitas praias e lagoas lindíssimas. Vinda da Islândia estou a adorar o sol e o bom tempo! Os Portugueses continuam a dizer que o tempo está mau e que está muito frio mas para mim isto é uma onda de calor! Vi avestruzes à beira da estrada no outro dia e parecia que estava a ver unicórnios, nunca antes as tinha visto de tão perto! Ainda me estou a habituar aos jantares tardios e às grandes refeições mas é algo a que definitivamente me posso habituar. A fruta e os vegetais são extremamente frescos e saborosos. Não existe muito cultivo na Islândia devido ao tempo frio, por isso, isto é novo para mim. Adoro! O processo de aprendizagem do Português ainda está nos estágios iniciais mas toda a gente é muito prestável e disponível para me ensinar. Ontem, o pai e eu fomos a uma praia e ele ensinou-me algumas palavras em Português escrevendo-as na areia. Espero que o resto do ano seja tão bom como foi esta primeira semana. Mal posso esperar para ver como corre.

Katla Thormarsdottir
Estudante da Islândia em Portugal (Vila Nova de Santo André)
Programa AFS 2015-2016



Olá, eu sou Başak da Turquia.

Passei um ano em Portugal com a minha família portuguesa. É a minha família portuguesa porque agora tenho mais esta família neste outro lado do mundo. Acabei o meu tempo em Portugal, mas o meu relacionamento entre mim e a minha família portuguesa e os meus sentimentos para Portugal nunca vão acabar.

Antes de eu chegar não sabia nada sobre português, nem mesmo como dizer obrigada, e não podia conversar com os meus pais porque não tínhamos uma língua com que poderíamos conversar juntos, só tínhamos os nossos rostos sorridentes e a sua paciência e o meu interesse para aprender a falar português. Durante aquele tempo a minha irmã e o meu irmão também me ajudaram muito. Nós passámos momentos tão engraçados juntos e foi muito engraçado por causa das nossas diferenças. No final como podem ver eu posso expressar-me em português e também a minha irmã portuguesa pode expressar-se em turco como eu não esperava!

Acho que a experiência que eu fiz foi não só para mim uma experiencia óptima, mas também para a minha família portuguesa. Ainda falamos quase todos os dias. Voltei para a Turquia há quase 2 meses atrás mas já tenho muitas saudades de Portugal e da minha família portuguesa. Acho que tive muita sorte, porque uma parte de mim foi quase portuguesa durante um ano.

Başak Kunduraci; estudante da Turquia em Portugal; 2014-2015



A minha experiência está a correr muito bem e saber que vou ter de voltar daqui a pouco faz-me sentir muito triste! Como é óbvio tenho muitas saudades da minha família, dos meus amigos e no geral da minha vida em Itália mas sinto-me dividida porque também não quero deixar a minha vida aqui.

Ao início é estranho viver com uma família que não é a tua, principalmente porque tem hábitos diferentes e sobretudo falam uma língua diferente. A minha família de acolhimento é constituída por um pai e uma filha que tem a minha idade. Agora, depois de 8 meses, posso dizer que os considero a minha família e sinto-me perfeitamente à vontade com eles.

Na escola foi fácil fazer amigos porque os portugueses são muito abertos, disponíveis e simpáticos. Além disso, os professores ajudaram-me imenso com a língua e agora consigo falar bastante bem. Os meus amigos são muito simpáticos e sinto-me parte do grupo como se os conhecesse de sempre.

Eu moro numa pequena cidade chamada Santo André, no litoral alentejano. Tenho uma irmã mais velha que mora em Almada e por isso tive a possibilidade de conhecer muito bem Lisboa também. Adoro Lisboa e gostava imenso de poder voltar lá durante a universidade ou depois.

Isabel Martinez; estudante de Itália em Portugal; 2014-2015



Olá,

Eu chamo-me Lorena Sanchez, sou Dominicana e atualmente estou a fazer o meu intercâmbio em Portugal.

A minha experiência em Portugal começou no dia 5 de Setembro de 2014 e só com oito meses neste maravilhoso país, já posso considerar Portugal a minha segunda casa.

Estou a viver na bela cidade Sintra, a qual me maravilha todas as manhãs. A minha família de acolhimento consiste numa mãe e num pai, basicamente sou filha única. No entanto, os meus pais têm muitos amigos, os quais me têm tratado muito bem e até como se eu fosse parte da família. Acho que tive muita sorte com a minha família de acolhimento, considero-os os melhores pais de todo o Portugal porque são pessoas impecáveis, eles simplesmente são perfeitos.

Atualmente ando numa Escola Secundária local. Sendo completamente sincera, os primeiros meses foram muitos difíceis porque não conhecia ninguém e não estava familiarizada com o sistema de ensino Português. Hoje em dia, já posso dizer que tenho amigos que gostam muito de mim, como eu gosto muito deles.

O que mais tenho gostado desta experiência tem sido conhecer pessoas de tudo o mundo. Nunca imaginei que ia ter a oportunidade de conhecer tantas pessoas maravilhosas que me têm ajudado a crescer nesta fase da minha vida.

Considero-me uma rapariga com muita sorte. Hoje em dia sei que tenho outra óptima família num belo continente e muitos amigos em todo o mundo!

Fico muito grata e muito feliz por ter tomado a decisão de fazer este intercâmbio. Eu cresci e aprendi coisas incríveis, e se tivesse a oportunidade de ficar em Portugal ou de fazer o intercâmbio novamente, não hesitaria.

Lorena Sanchez; estudante da República Dominicana em Portugal; 2014-2015



Olá!

Eu chamo-me Nils e sou do sudoeste da Alemanha. Fiz um intercâmbio AFS semestral em Portugal em 2014/2015. Vivi no Porto e frequentava a Escola Secundária Aurélia de Sousa.

A minha família de acolhimento foi a família mais desejável e penso que tinha muita sorte. Foi uma grande mudança porque na Alemanha tenho apenas um irmão e em Portugal de repente tinha 4! Eu adorava ter uma família grande e passei muitos momentos giros com eles.

Tinha escolhido Portugal para fazer o intercâmbio porque gosto imenso da língua portuguesa e sempre a achei muito interessante e queria aprendê-la. Embora eu já soubesse falar um pouco quando cheguei e conseguia bem expressar-me, quase não entendia nada do que as pessoas me diziam. Mas rapidamente melhorei o meu conhecimento da língua e comecei a perceber o que as pessoas me diziam.

Andava no Curso Profissional de Turismo e tinha muitas disciplinas e aulas, mas eu acho que foi uma vantagem porque assim ficava muito tempo com os meus colegas e podia conhecê-los e não ficava muito tempo sozinho em casa. Gostei também de ter disciplinas diferentes do que as da Alemanha podendo assim aprender coisas que não aprendia na minha escola da Alemanha. Na escola, os professores, os alunos eram sempre muito abertos e interessados em mim.

O Clube Europeu da minha escola organizou um “Dia da Alemanha” com diferentes projetos sobre a Alemanha, como um workshop para aprender a fazer bolachas alemãs, um quiz sobre a Alemanha, uma apresentação minha sobre o meu intercâmbio AFS e até a comida da cantina nesse dia foi uma especialidade da minha região. Muito obrigado Clube Europeu e Professora Paula Magalhães por tudo!

Além da escola ia quatro vezes por semana com os meus dois irmãos ao taekwondo. Antes nunca tinha feito uma arte marcial mas gostei imenso e continuo aqui na Alemanha a fazer. Gostei muito do espírito do taekwondo que ensina a ter respeito pelo professor, pelos outros alunos e pela disciplina. O grupo do taekwondo é uma família na qual me sentia sempre muito bem-vindo e bem recebido.

Nos fins-de-semana combinava com os meus colegas para almoçarmos juntos e passear pela Baixa, ir a um shopping ou ao cinema. Gostei muito de conhecer diferentes partes da cidade e monumentos, mas também de outras cidades que visitei com a minha família e a minha conselheira AFS.

Outro aspeto muito giro foi o contato com os outros Afser’s que estavam no Porto com os quais também costumava combinar e passei muito tempo com eles nos fins-de-semana. Nós dávamo-nos todos muito bem porque tínhamos todos interesses comuns mas também problemas parecidos vivendo todos um ano noutro país. É muito giro ver estes jovens de culturas e países muito diferentes encontrarem-se e criarem assim um "grupo internacional" - na minha opinião isso é o espírito AFS.

No último dia de escola em Portugal a minha diretora da turma perguntou-me o que ia levar de Portugal para a Alemanha. Eu respondi que ia levar uma nova língua, uma nova família de Portugal e muitas experiências que fiz a conhecer um outro país, uma outra cultura, outras cidades, um outro desporto e amigos novos. Além disso disse que aprendi muitas coisas novas seja na escola (por exemplo aprendi a dançar cha-cha-cha) ou seja coisas da vida ou de mim próprio.

Já estou muito entusiasmado em visitar de novo este país, que agora faz uma parte de mim! Obrigado a todos que fizeram parte da minha experiência AFS: a minha família de acolhimento, a minha conselheira AFS e a família dela, os meus amigos e professores da escola, a família do taekwondo e os AFSers que encontrei em Portugal mas também já na Alemanha e claro, a AFS.

Nils Hartmann; estudante alemão em Portugal; 2014-2015



"Olá! Eu sou a Mio do Japão. Eu estive em Portugal em 2012-2013. Antes de vir para Portugal eu não sabia nada sobre Portugal e não conseguia falar Português. Quando eu conheci a minha família portuguesa, estava muito nervosa. Mas eles foram muito simpáticos e ajudaram-me. Falamos de muitas coisas e fizemos a viagem. Eu aprendi muito sobre Portugal e pouco a pouco eu conseguia entender Português! A minha família portuguesa chama-me "filha". Fez-me muito feliz! Eu almoçava em casa dos avós, com a minha família, duas vezes por semana. Era muito delicioso. Eu gosto de comida portuguesa e fiquei gordinha! Os meus amigos também são simpáticos! Eles ajudaram-me e eu joguei com eles. Eu passei muito tempo divertido com eles!! Um dia, fui a uma festa com os avós e vi touros pela primeira vez!! Os Touros são muito grandes. Estava tão contente!! Muitas coisas novas e interessantes, para mim foi uma grande experiência. Eu gosto muito, muito de Portugal!

Mio Nihei; estudante Japonesa em Portugal; 2012-2013



"Durante três meses vivi a aventura da minha vida! Antes de vir para Portugal não sabia nada sobre este país, por isso, não tinha preconceitos sobre os portugueses. Quando cheguei descobri um país com muita história e uma gastronomia única! Portugal é um país muito interessante para se descobrir porque tanto se pode estar numa cidade muito moderna e a 10 km´s existir uma cidade muito antiga; é o que faz a beleza deste país!
Não tive muitas dificuldades de adaptação na escola porque todos os meus professores e colegas queriam conhecer-me e saber mais sobre o meu país. A primeira coisa que aprendi em português foi "já chega , obrigada!", porque os portuguese comem muito.
Antes, eu não gostava de peixe mas assim que comecei a provar o peixe português mudei rapidamente de ideias!
No decorrer da minha experiência tive a sorte de ser acolhido pela melhor Família de Acolhimento AFS. Foi muito importante para mim pois sempre me trataram como um membro da família, um filho. Agora que já não estou em Portugal sei que, algures a 1000 km´s de distância, eu tenho uma família que se preocupa e gosta de mim. E eles têm um filho, na Bélgica, que os ama também.
Depois da minha experiência, eu posso dizer que os portugueses são pessoas muito abertas, afáveis, que se preocupam com os outros e que comem muito boa comida.
Em três meses, aprendi tantas coisas que nunca em 10 anos conseguiria aprender.
Obrigada AFS por esta maravilhosa experiência!"
Didi Abba; estudante Belga em Portugal; 2013

"Até agora, tenho aprendido muitas coisas valiosas, nunca pensei que viveria esta experiência. É uma oportunidade que só algumas pessoas têm e eu tenho muita sorte por poder vivê-la.
Tenho aprendido que as oportunidades não chegam sozinhas, a pessoa tem que procurá-las; tenho aprendido a perseverar, tenho que desejar tudo o que eu quero com todas as minhas forças.
Tenho aprendido que não há que ter medo dos desafios, porque se tens medo, estás perdido e não poderás conseguir algo que não lutas por ter. Tenho aprendido que não há barreiras, embora nós estejamos num mundo que as tem, de facto; tenho aprendido a brincar com os meus erros em vez de me recriminar por os cometer.
Tenho aprendido que a língua, as palavras ou frases não são impedimento para expressar os meus sentimentos. Tenho aprendido a conhecer um novo ambiente, diferente do conhecido pelos meus sentidos.
Tenho aprendido que existem pessoas do outro lado do Atlântico que me valorizam e respeitam, embora eu não tenha os mesmos costumes. Tenho aprendido que a frustração é normal e só tenho que saber lidar com ela.
Tenho aprendido que é necessário desfrutar do tempo, porque não vou voltar a viver os minutos de ontem, de hoje e de amanhã.
Tenho aprendido que não importa a origem, a nacionalidade, o sexo, a raça, a religião, os costumes, os gostos,  não importa nada para ter amigos, e tenho aprendido o mais importante de tudo,  a conhecer-me a mim mesma."
(Texto publicado no Jornal da escola que frequentou em Felgueiras)

Macarena  Santander; estudante Chilena em Portugal; 2011-2012


"Olá! O meu nome é Bonita e eu estive em Portugal em 2005 -2006. Vivi com a Família Fonseca em Espariz, uma cidade pequena e agradável em Coimbra. Portugal é o meu país amado porque eu tive um monte de experiências e além do mais aprendi a amar e a partilhar.
Quando eu voltei para a Tailândia eu percebi quanto tinha mudado a minha vida desde que eu tinha deixado o meu país. Eu sentia que a minha vida nunca mais seria igual, como era antes de ir para Portugal porque tinha aprendido tantas coisas novas e eu tinha começado a ver as coisas de forma diferente.
Após a chegada à Tailândia continuei a minha escola secundária e depois fui estudar espanhol na Universidade de Khon Khaen, no nordeste da Tailândia."

Matsupha Unchai; estudante Tailandesa em Portugal; 2005-2006